Galopes, Beatriz ouvia galopes ao longe. Mas ela só queria um café, porém café não havia em casa. E de súbito uma vontade de fugir de apoderou dela. Abriu o armário para as roupas por na mala, porém lá ao fundo uma gaveta chamava a sua atenção, tocou-a e se viu em uma floresta.
Unicórnios furta-cores saíam de seus abrigos de cogumelos, uma cantiga de ninar ecoava ao fundo, uma ninfa apareceu e bateu palmas, a musica cessou, e uma vitrola surgiu do chão de terra úmida e preta. Era de madeira e muito antiga, o disco de vinil tocava a seguinte faixa: eu acredito em fantasmas, e mula sem cabeça, negrinho do pastoreio e boitatá tatatá. A Medusa aparece-lhe com uma polar na mão, e paulatinamente os demais deuses do Olimpio, e começam a dançar o maçanico. Bia começa a rodar no ritmo e ao olhar para o chão percebe que está voando.
Estrelas e morcegos a envolvem na doce sinfonia. Subitamente desfaz-se a maravilhosa sensação, Beatriz está congelada, olha para cima e vê uma aranha imensa e prateada descendo a teia brilhante e pegajosa em sua direção. O aracnídeo chega bem próximo de Bia e fala: Patinhos verdes não podem voar, pois eles são verdes, e não um helicóptero azul calcinha.
Um hipopótamo alado e lilás cai e rasga a teia libertando Beatriz, que ao cair leva a mão ao bolso, do qual sai um duende falando: é estamos num lugar do caralho!
Uma dor na cabeça, e um clarão aos olhos, Bia acorda com sua irmã aos berros, olha para a janela e vê seu prédio do alto, estava em um disco voador.
Em uma nota no canto de um jornal qualquer a noticia: Jovem encontrada presa num armário repleto de fungos é levada ao hospital delirando. Ele diz ter sido abduzida enquanto fugia de casa, porque deus não queria que ela se perdesse nas drogas.
PS. O blog ficou mais bonito êee |o° graças ao moço caridoso que eu citei no post abaixo, continua achando que deve-se visitar o blog dele ;D
quarta-feira, 5 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Sobre cravos e vassouras...
Chovia, gotículas de chuva se fixavam na moldura verde daquele chalé envelhecido no meio do bosque. Uma chaleira fumegava no fogão à lenha, um vulto médio se aproxima da porta, cabelos castanhos caíam no rosto, um ar febril, olhos cor de mel com um brilho gélido, uma mão esquelética a conduz para perto da janela.
O cômodo cheirava a mofo e chá de maçã, a velha entregava um livro de capa roxa com letras prateadas e vários arabescos a Duda. Estava iniciando a amiga nos conhecimentos seculares de sua família. Após isso Maria Eduarda saiu apressada e escorregando na calçada úmida, cheia de limo, rodeada de musgos e cogumelos.
Seu guarda-chuva tremulava com o vento, ela precisava andar depressa, caso contrário perderia a condução para casa. Durante o percurso, coisas estranhas iam acontecendo, folhas levantavam dando piruetas e caíam, as lajotas da calçada começavam a brilhar e ela ouvia vozes.
Começava a nevar, porém a neve não atingia Duda, os flocos suavemente desviavam. Ela chegou em casa, serviu uma xícara de café e deitou, o livro roxo cintilava em sua bolsa.
Sonhos estranhos perturbaram-na à noite, ela foi visitar sua velha amiga, quanto foi tocar a campainha a porta se abriu, cuidadosamente ela entrou, ao passar próxima à lareira foi sugada e no lugar surgiu um pote de cravo. Risadas macabras e uma silueta montada numa vassoura surgiu no horizonte.
#Agradecimentos: a André Winter que corrigiu e revisou a história :]
e a @dimhr12 pelas correções e pelo apoio :D aah visitem o blog dele :] http://dimhr12.blogspot.com/
O cômodo cheirava a mofo e chá de maçã, a velha entregava um livro de capa roxa com letras prateadas e vários arabescos a Duda. Estava iniciando a amiga nos conhecimentos seculares de sua família. Após isso Maria Eduarda saiu apressada e escorregando na calçada úmida, cheia de limo, rodeada de musgos e cogumelos.
Seu guarda-chuva tremulava com o vento, ela precisava andar depressa, caso contrário perderia a condução para casa. Durante o percurso, coisas estranhas iam acontecendo, folhas levantavam dando piruetas e caíam, as lajotas da calçada começavam a brilhar e ela ouvia vozes.
Começava a nevar, porém a neve não atingia Duda, os flocos suavemente desviavam. Ela chegou em casa, serviu uma xícara de café e deitou, o livro roxo cintilava em sua bolsa.
Sonhos estranhos perturbaram-na à noite, ela foi visitar sua velha amiga, quanto foi tocar a campainha a porta se abriu, cuidadosamente ela entrou, ao passar próxima à lareira foi sugada e no lugar surgiu um pote de cravo. Risadas macabras e uma silueta montada numa vassoura surgiu no horizonte.
#Agradecimentos: a André Winter que corrigiu e revisou a história :]
e a @dimhr12 pelas correções e pelo apoio :D aah visitem o blog dele :] http://dimhr12.blogspot.com/
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Sobre vegetais... [continuação]
Não, joelho de porco na feijoada é intolerável, jamais aceitarei isso - bradava Júlia. Mas as lebres precisavam ser combatidas.
Júlia então disse ao Mestre dos Magos que desse jujubas as lebres. O sol brilhava feito purpurina e o vento cheirava a hortelã, logo as lebres resolveram que iam entregar suas jujubas, doce, e ovos de chocolate para a população da terra naquela festa estranha em que prestam glorias a um zumbi.
Com isso Júlia foi aclamada rainha de todo o lado leste da terra dos Smurfs. A paz reinava em Tangamandápio, mas a rainha sentia uma angustia profunda, não havia nada que fizesse aquela sensação horrível passar.
Os dias que se seguiram a essa angústia foram dias cinzas, chuvosos, cheios de nevoeiros. Um feixe de luz muito forte atingiu a torre do castelo.
Atchim, pensou Júlia. Pessoas verdes? Como assim?
Ouve-se uma voz rouca: olá Tangamandapiana, sou de Plutão, sim Plutão é um planeta e coletamos você para nosso zoológico intergalático.
-mas mas mas... eu sou uma terráquea moço!
- Porra Almir!
Choros e soluços, o ultimo delírio de Júlia acabava, juntamente com sua existência.
Júlia então disse ao Mestre dos Magos que desse jujubas as lebres. O sol brilhava feito purpurina e o vento cheirava a hortelã, logo as lebres resolveram que iam entregar suas jujubas, doce, e ovos de chocolate para a população da terra naquela festa estranha em que prestam glorias a um zumbi.
Com isso Júlia foi aclamada rainha de todo o lado leste da terra dos Smurfs. A paz reinava em Tangamandápio, mas a rainha sentia uma angustia profunda, não havia nada que fizesse aquela sensação horrível passar.
Os dias que se seguiram a essa angústia foram dias cinzas, chuvosos, cheios de nevoeiros. Um feixe de luz muito forte atingiu a torre do castelo.
Atchim, pensou Júlia. Pessoas verdes? Como assim?
Ouve-se uma voz rouca: olá Tangamandapiana, sou de Plutão, sim Plutão é um planeta e coletamos você para nosso zoológico intergalático.
-mas mas mas... eu sou uma terráquea moço!
- Porra Almir!
Choros e soluços, o ultimo delírio de Júlia acabava, juntamente com sua existência.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Sobre vegetais...
Alecrim, o ar cheirava a alecrim e cravo. Júlia sentia a grama roçando em suas costas e o sol abraçando seu rosto. Quando um repolho cai sobre sua cabeça.
Tudo escureceu, acordou horas mais tarde com o barulho de uma porta rangendo. Por mais que abrisse seus olhos não conseguia enxergar, estava tudo escuro e úmido. Sentia um leve enjôo devido ao cheiro de esgoto.
Quando um feixe de luz cegou seus olhos, foi levada para outra sala, seus cabelos loiros que antes eram vivos, agora estavam um pouco viscosos. Largaram-na num sofá empoeirado e um cara estranho de cartola apareceu.
O chapeleiro maluco era chefe da máfia local e ela tinha sido escolhida para ser espiã numa missão desencadeada em meio às ruínas de Machu Picho, precisava achar a coluna vetebral de um antigo guerreiro que possuía poderes mágicos. E para isso ela deveria ser treinada na arte de lutas com vegetais, como: lançamentos de repolho, perfurações com cenoura, arremesso de chuchu e luta com milho verde.
Nesse exato momento abre-se um vórtice temporal e ela é sugada para uma outra dimensão, uma terra de duendes e lá o Mestre dos Magos a convoca a fim de lutar contra a autonomia das lebres siberianas, mas aí ela disse que não gostava de joelho de porco na feijoada.
(continua...
Ou não)
Tudo escureceu, acordou horas mais tarde com o barulho de uma porta rangendo. Por mais que abrisse seus olhos não conseguia enxergar, estava tudo escuro e úmido. Sentia um leve enjôo devido ao cheiro de esgoto.
Quando um feixe de luz cegou seus olhos, foi levada para outra sala, seus cabelos loiros que antes eram vivos, agora estavam um pouco viscosos. Largaram-na num sofá empoeirado e um cara estranho de cartola apareceu.
O chapeleiro maluco era chefe da máfia local e ela tinha sido escolhida para ser espiã numa missão desencadeada em meio às ruínas de Machu Picho, precisava achar a coluna vetebral de um antigo guerreiro que possuía poderes mágicos. E para isso ela deveria ser treinada na arte de lutas com vegetais, como: lançamentos de repolho, perfurações com cenoura, arremesso de chuchu e luta com milho verde.
Nesse exato momento abre-se um vórtice temporal e ela é sugada para uma outra dimensão, uma terra de duendes e lá o Mestre dos Magos a convoca a fim de lutar contra a autonomia das lebres siberianas, mas aí ela disse que não gostava de joelho de porco na feijoada.
(continua...
Ou não)
quarta-feira, 17 de março de 2010
um rapaz esguio...
Um rapaz esguio, um certo ar de reclusão pairava sobre ele. Gabriele o observava a certa distancia. Algo nele a atraia de maneira inexplicável. Aquele de negro pairava sobre sua cabeça, indo e vindo no seu pensamento. Ela estava febril e delirava constantemente. Ninguém em volta do seu leito sabia por quem ela chamava.
Marcas estranhas no seu pescoço denunciavam alguma anormalidade. Entretanto poucos se importavam, ela não tinha pais, toda sua vidinha de 20 anos passou num abrigo. Não tinha perspectivas, garotas sem família na sua cidade não serviam pra nada, quer dizer quase nada.
A moçoila possuía uma beleza inigualável, embora estivesse sempre em trapos. Grandes olhos negros, nariz afinado e cabelos castanhos que brilhavam no sol. Era comum que senhores respeitados a procurassem.
Mas com aquele guri pálido tinha sido diferente, ele possuía um magnetismo muito forte, e ela em seu sonho, lembrava-se de pouca coisa da noite anterior, só que após uns copos de vinho com ele resolveram dar uma volta pela cidade, incrível ele usava uma capa a noite, aí sentiu uma dor no pescoço e só voltou a si no hospital.
Quando todos saíram daquele quarto, separado por lençóis velhos e levemente esfiapados dos outros, já era noite. A janela abriu e um ar gélido entrou. Uma sobra se inclinou para dentro do recinto, era Ele. Ele se aproximou de Gabriele abraçou-a e um feixe de luz cobriu os dois. O vampiro e a garota forma abduzidos por amigos intergaláticos deles...
siiim entrei na onda :S
Marcas estranhas no seu pescoço denunciavam alguma anormalidade. Entretanto poucos se importavam, ela não tinha pais, toda sua vidinha de 20 anos passou num abrigo. Não tinha perspectivas, garotas sem família na sua cidade não serviam pra nada, quer dizer quase nada.
A moçoila possuía uma beleza inigualável, embora estivesse sempre em trapos. Grandes olhos negros, nariz afinado e cabelos castanhos que brilhavam no sol. Era comum que senhores respeitados a procurassem.
Mas com aquele guri pálido tinha sido diferente, ele possuía um magnetismo muito forte, e ela em seu sonho, lembrava-se de pouca coisa da noite anterior, só que após uns copos de vinho com ele resolveram dar uma volta pela cidade, incrível ele usava uma capa a noite, aí sentiu uma dor no pescoço e só voltou a si no hospital.
Quando todos saíram daquele quarto, separado por lençóis velhos e levemente esfiapados dos outros, já era noite. A janela abriu e um ar gélido entrou. Uma sobra se inclinou para dentro do recinto, era Ele. Ele se aproximou de Gabriele abraçou-a e um feixe de luz cobriu os dois. O vampiro e a garota forma abduzidos por amigos intergaláticos deles...
siiim entrei na onda :S
domingo, 7 de março de 2010
sem título
Gaivotas e ondas, era o que Micaelle ouviu quando acordou, logo pensou que fosse sua mãe com mais um cd de sons da natureza chatos. Entretanto ela não estava em casa, e o chão balançava, sentiu-se enjoada. Pensou estar no Peru, mas não era um tremor no quarto. Levantou foi em direção a porta.
A porta estava trancada, sim havia algo errado, tentou lembrar-se da noite anterior, mas só o que vinha a sua mente era: Rebolation, rebolation! Rebolation rebolation!
Sim havia muita coisa errada, não estava em casa, o quarto balançava, e tinha uma música podre tocando em sua cabeça! Deve ser um sonho, ou melhor, um pesadelo pensou Micaelle. Mas não era.
Ela se olhou no espelho, estava completamente vestida, embora suja é claro. Mas como diabos estava vestida ridiculamente? Sim ela estava de saia jeans e botas acima do joelho com uma blusa de renda!
O que está acontecendo, pensava a moçoila. Até que passos fortes ecoaram no corredor, e barulho de esporas seguido de uivos e cacarejos. Micaelle? A voz soou como uma taquara rachada. Paralisada ela não conseguia nem respirar direito.
Micaelle? Responde, tu não vai tratar as galinhas? Dizia a voz novamente.
Enfim encorajada ela respondeu, mas ao abrir a boca, não foram as palavras que tinha imaginado que saíram e sim: hey hey hey, quem tu é pra falar assim comigo? Quem manda nessa porra afinal?
A porta se abriu, atrás dela apareceu uma silueta vermelha e gordinha, a luz bateu em seu rosto, era Noel, Papai Noel.
Cheiro de pólvora e gasolina, tudo explodiu. Seus olhos ardiam de calor. Em sua boca sentia gosto de limão, açúcar e cachaça. Estava frio, sentiu um liquido morno em seu rosto, uma mão a puxa.
Sutil como um elefante, Jorge fala aos berros: -Micaelle! Já te falei pra não beber e cair na sarjeta! Quantas vezes vou ter que te dizer isso em mulher? 80 anos na cara e ainda não consegue se controlar? Na próxima te mando prum asilo!
A porta estava trancada, sim havia algo errado, tentou lembrar-se da noite anterior, mas só o que vinha a sua mente era: Rebolation, rebolation! Rebolation rebolation!
Sim havia muita coisa errada, não estava em casa, o quarto balançava, e tinha uma música podre tocando em sua cabeça! Deve ser um sonho, ou melhor, um pesadelo pensou Micaelle. Mas não era.
Ela se olhou no espelho, estava completamente vestida, embora suja é claro. Mas como diabos estava vestida ridiculamente? Sim ela estava de saia jeans e botas acima do joelho com uma blusa de renda!
O que está acontecendo, pensava a moçoila. Até que passos fortes ecoaram no corredor, e barulho de esporas seguido de uivos e cacarejos. Micaelle? A voz soou como uma taquara rachada. Paralisada ela não conseguia nem respirar direito.
Micaelle? Responde, tu não vai tratar as galinhas? Dizia a voz novamente.
Enfim encorajada ela respondeu, mas ao abrir a boca, não foram as palavras que tinha imaginado que saíram e sim: hey hey hey, quem tu é pra falar assim comigo? Quem manda nessa porra afinal?
A porta se abriu, atrás dela apareceu uma silueta vermelha e gordinha, a luz bateu em seu rosto, era Noel, Papai Noel.
Cheiro de pólvora e gasolina, tudo explodiu. Seus olhos ardiam de calor. Em sua boca sentia gosto de limão, açúcar e cachaça. Estava frio, sentiu um liquido morno em seu rosto, uma mão a puxa.
Sutil como um elefante, Jorge fala aos berros: -Micaelle! Já te falei pra não beber e cair na sarjeta! Quantas vezes vou ter que te dizer isso em mulher? 80 anos na cara e ainda não consegue se controlar? Na próxima te mando prum asilo!
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sobre encontros...
Verdes, seus olhos eram verdes, e ele era o alvo de Júlia naquele show dos Stones. Do alto dos seus 1,80 ele também a olhava, e depois de tomar algumas cervejas resolveu se aproximar, jogou o cabelo negro que caía nos seus olhos para trás lançando a cabeça e foi na direção dela.
Ele tremia a cada passo e sentia um embrulho gástrico que julgava ser como as famosas borboletas no estomago. Nunca havia passado por sensação similar perto de uma garota, aquela guria nanica o atraía de maneira inexplicável. Finalmente quando chegou perto dela, sussurrou em seu ouvido algumas palavras doces de praxe, entretanto a reação não foi a esperada.
Ela saiu correndo na direção do palco, ele foi atrás. E no meio das tietes ele a alcançou e eles enfim conversaram, e a lua cheia acima deles foi encobrindo-se de nuvens negras. Choveu. Pra falar a verdade, choveu um oceano encima deles. Ele ofereceu uma carona para Júlia, que a essa altura do show já havia se perdido de seus amigos.
Ele a cobriu com sua jaqueta e foi a acompanhando, sem tirar os olhos dos seus lábios carnudos e rosados, já sentia seu rosto tocando em sua barba. Chegando ao carro, o beijo finalmente aconteceu, e sinceramente John achou um tanto quando excêntrico. Pediu o endereço da conquista da noite, ela disse que era pra deixá-la na frente do monumento da cidade.
Seguiram, John resolveu investir nela, afinal poderia ter sido um mau jeito mesmo. E recomeçaram, ele sentiu uma textura estranha na cintura dela, ela se afastou e pediu para irem em direção do monumento logo. Chegando lá ao descer do carro ela se despediu um tanto quando chateada e com pressa e ordenou que ele fosse embora o mais rápido possível.
Estranhando, John andou até um canto escuro e lá ficou observando, Júlia tirou algo similar a um controle remoto do bolso e uma luz muito forte apareceu, ofuscando os olhos dele. Só teve tempo de ver o disco da amada indo embora, e depois disso só usou uma blusa branca e morou em meio a pessoas com a sanidade questionável.
Ele tremia a cada passo e sentia um embrulho gástrico que julgava ser como as famosas borboletas no estomago. Nunca havia passado por sensação similar perto de uma garota, aquela guria nanica o atraía de maneira inexplicável. Finalmente quando chegou perto dela, sussurrou em seu ouvido algumas palavras doces de praxe, entretanto a reação não foi a esperada.
Ela saiu correndo na direção do palco, ele foi atrás. E no meio das tietes ele a alcançou e eles enfim conversaram, e a lua cheia acima deles foi encobrindo-se de nuvens negras. Choveu. Pra falar a verdade, choveu um oceano encima deles. Ele ofereceu uma carona para Júlia, que a essa altura do show já havia se perdido de seus amigos.
Ele a cobriu com sua jaqueta e foi a acompanhando, sem tirar os olhos dos seus lábios carnudos e rosados, já sentia seu rosto tocando em sua barba. Chegando ao carro, o beijo finalmente aconteceu, e sinceramente John achou um tanto quando excêntrico. Pediu o endereço da conquista da noite, ela disse que era pra deixá-la na frente do monumento da cidade.
Seguiram, John resolveu investir nela, afinal poderia ter sido um mau jeito mesmo. E recomeçaram, ele sentiu uma textura estranha na cintura dela, ela se afastou e pediu para irem em direção do monumento logo. Chegando lá ao descer do carro ela se despediu um tanto quando chateada e com pressa e ordenou que ele fosse embora o mais rápido possível.
Estranhando, John andou até um canto escuro e lá ficou observando, Júlia tirou algo similar a um controle remoto do bolso e uma luz muito forte apareceu, ofuscando os olhos dele. Só teve tempo de ver o disco da amada indo embora, e depois disso só usou uma blusa branca e morou em meio a pessoas com a sanidade questionável.
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